quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A Favorita Do Brasil


O Brasil ficará órfão! Calma... Não se assutem... Foi o que me ocorreu quando finalmente percebi que amanhã chega o fim a disputa entre Flora e Donatela.

A Favorita vai ficar marcada como a novela que revolucionou a teledramaturgia brasileira. Deixou de lado os romances água com açúcar e apostou no caráter (ou na falta dele) das protagonistas. Talvez isso tenha afastado um pouco o público no ínicio da novela, pois a grande maioria não entendia a nova linguagem de João Emanuel Carneiro.

É bem verdade que o ínicio foi bem conturbado. JEC foi atacado de todas as formas. Diariamente diziam que a novela tinha estreado com a pior audiência de todos os tempos, que sua história era fraca e ainda por cima seu princiapl rival veio com o final e o começo de sua historinha trash dizendo que ia deglutir, massacrar a concorrência. A diferença entre as duas novelas era bem pequena, quase dez pontos (35X24). JEC por sua vez, seguiu calado e continuou seu trabalho primoroso. Hoje, o pequeno espaço que separava as duas tramas se tornou um abismo. São mais de 40 pontos separando as duas novelas. Os Mutoscos, digo, Os Mutantes hoje sua pra chegar à casa dos dois dígitos. Nessa última semana o ibope apontava uma vantagem enorme para novela global: 53 contra 7 da concorrência.

Se analizarmos a forma de medição do ibope, A Favorita, se estivesse sendo exibida na década de 90 seria grande sucesso, atingindo médias superiores a 56 pontos. Segunda-feira a trama atingiu média de 51 pontos e sharge de 76%, ou seja, a cada 100 aparelhos ligados, 76 estavam ligados na rede Globo, e segundo a jornalista Patrícia Koguth, não houve muita variação dos números: quem estava acompanhando a trama não ficou zapeando pelos outros canais nem durante os comercias.

Além de parabenizar João Emanuel Carneiro por esta grande obra, o Tô Ligado! também destaca as atuações de Patrícia Pillar e Cláudia Raia. Realmente é difícil escolher quem se destacou mais. Se foi Flora com suas maldades ou Donatela com seu sofrimento caipira de ser. Destaque também para a sempre OTEMA Lília Cabral e seu "marido-tarado-brocha" Jackson Antunes, Stela, Elias-Dedina-Damião, o impagavél Augusto Cézar e a grande revelação, que foi Shiva, interpretado pelo jovem talentoso Miguel Rômulo. Destaque ainda ao gay macho Orlandinho e a louca Maria do Céu.

É sabido, que a trama teve alguns erros, como o esquecimento de alguns núcleos, mas ao somarmos à qualidade da obra, passa quase que despercebido.

Mas o maior erro desta novela foi colocar como Flora o nome da vilã. A meu ver, Flora deveria se chamar Fauna, porque realmente ela é "os Bicho".

Para fechar com chave de ouro, vai aí o rit que nos garantiu grandes momentos de gargalhadas: Beijinho Doce. É só clicar e conferir.

http://br.youtube.com/watch?v=WkQ9k_35qjg

A novela chega ao fim cumprindo sua missão: entreter com qualidade. Que venha agora Glória Perez e sua licença poética... e quem sabe num futuro bem proximo JEC vem nos dar como presente mais uma trama no horário nobre.

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