quinta-feira, 15 de maio de 2014

O Casamento


Bom... escrevi uma crônica. Caso queiram trilha sonora, pensei na música É Mágoa da Ana Carolina, mas como já havia indicado há pouco tempo, vamos de Nós da Cassia Eller pra acompanhar.

O Casamento

Confesso que andava meio distraído quando tudo aconteceu...

Primeiro o desejo intenso. Só Deus sabe o quanto desejei aquela mulher... Seria uma paixonite adolescente? Não sei! Sei que a desejava... sonhava em tê-la em meus braços. Fazia planos de passar o resto da vida ao seu lado. Fui crescendo e meus desejos adormecendo, até que houve aquela troca de olhares. O que eu imaginava ser impossível finalmente estava acontecendo.

Iniciamos um namoro rápido. De cara, minha família super tradicional, foi contra o namoro. Imagina! Eu praticamente saindo da adolescência me envolver com uma mulher madura e ainda por cima separada e com filhos. Não liguei. Estava apaixonado. Queria curtir, amar, namorar... dividir toda uma vida. Casar!

Casar pra quê? Ela retrucava. Então fomos morar juntos. A família ficou em choque. Uma parte de mim também, afinal, eu tinha lá minhas doses de romantismo. "Mas tudo bem, vamos vendo como vai ser e depois nos casamos". No início tínhamos noites extenuantes de prazer. Aliás... não só noites, mas manhãs e tardes também. Era cansativo, vivíamos praticamente “de amor”. Dessa rotina tórrida de amor, vieram os filhos e com eles minha esperança de finalmente nos casarmos.

Pera aí! Os papeis estão invertidos? Não sei... mas não tirava isso da minha cabeça. Já que ela era a mulher da minha vida e mãe dos meus filhos, porque não formalizar? Essa minha insistência nos levava a brigar, cada dia mais. Ela era radicalmente contra. Não queria de forma alguma. Pra ela o relacionamento bastava pelo sexo. Pouco se importava com as crianças. Eu tentava ao máximo tampar o Sol com a peneira, pois não queria ver meus filhos sofrerem.

As noites, as manhãs e as tardes continuavam extenuantes, mas não tinham mais prazer. Era sexo por sexo. Depois cochilo, ou banho e trabalho. Eu implorava por atenção para mim e quando vi que já não obteria, implorava por atenção pelos meus filhos. Ela era cruel. Pouco se importava com isso. Só queria sugar minha virilidade e quando isto não acontecia a casa caia.

Tentei de todas as formas retomar o nosso pseudo-casamento: tinha várias ideias sexuais, preparava surpresas românticas, mas nada surtia efeito. Acho que no fundo eu torcia pra não surtir efeito. Queria fugir, mas não tinha como. Meus filhos sofreriam, mas eu não sabia que eles já estavam sofrendo nos vendo brigar daquele jeito.

Conversei com os quatro. Disse que queria ser feliz e que queria fazê-los felizes... pra isso precisaríamos abandonar aquela vida e seguir em frente. Os mais velhos entenderam, os mais novos concordaram sem entender. Saímos de casa. Me alojei provisoriamente na casa dos meus pais, arrependido por não os ter escutado, mas feliz por ter ao meu lado filhos tão maravilhosos.

Hoje estou às vésperas da publicação do meu segundo livro. O primeiro foi sucesso de vendas e criticas. Ela por diversas vezes tentou se reaproximar, mas nós decidimos manter aquela velha vida longe da nova vida. Sei que ela ainda continua usando garotões para satisfazer seus desejos sexuais, mas que não anda bem das pernas...

Já eu? Ah... com a venda dos livros, alojei-me num apartamento muito bacana com meus filhos e estou namorando uma mulher – solteira - há 9 meses. Esses dias conversamos sobre casamento, inclusive fui olhar as alianças... 



2 comentários:

  1. Agora acontecerá o casamento, haha, boa crônica, cara, gostei de ler e é isso o que acontece, relações começam e acabam!

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  2. Olá, tudo bem? Tenho trauma da Ana Carolina por causa da abertura de Em Família hahaha. Abs, Fabio www.fabiotv.zip.net

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