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sábado, 6 de agosto de 2011

Especial - Jonathan Henrique


Opaa... neste fim de semana a dica de leitura, ou melhor, a análise de literatura fica por conta do jovem, mas não menos sábio Jonathan Henrique (No Mundo de Alguém). Como disse anteriormente, o cara pode até ser jovem, mas sabe tudo sobre livros. Dos amigos que fiz aqui, ele é o nome mais indicado!

Mesmo sendo um leitor voraz, não me considero o mais indicado para falar de literatura. Mas já que o Brunno me engajou com esta missão, aqui vou eu.

De uns tempos para cá, vejo que as pessoas estão lendo mais... Não é uma coisa que se dica “Nossa, quantos livros, hein!?”, mas já é alguma coisa. Bom, claro, é o que eu penso. Me arrisco que a dizer que as adaptações para o cinema deram uma mãozinha...

Quem diria que Harry Potter conquistaria tantos fãs e que a tia Rowling se tornaria uma celebridade... Ou quem diria que Nicholas Sparks teria [quase] todos os seus livros transformados em filmes (Um Amor Para Recordar, Querido John, A Última Música etc.)... E não só estes autores, mas também tantos outros que ralaram para publicar seu primeiro livro.

Deixando os gringos de lado, no Brasil, me orgulho em dizer que há novos talentos surgindo, e são livros dos mais diversos gêneros (romance, fantasia, policial, chick-lit). O grande empecilho está na entrada desses escritores no mercado. Há muitas editoras, mas nem todas dão valor ao que é nacional, e quando dão, não é com o mesmo zelo do que se fosse um autor internacional.

Bom, um assunto puxa o outro... O que dizer do ensino da literatura nas escolas públicas? Há muito tempo que o Brasil erra, e feio. Pergunte a um cidadão qualquer o que ele sabe sobre Machado de Assis, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade...? Deveríamos crescer estudando-os e lendo-os. Não se pode obrigar alguém a ler livros como os desses autores apenas para dar notas aos alunos. É preciso lê-los prestigiando seus trabalhos.

A literatura mudou sim, mas ainda há muito que mudar. Afinal, o que seria do homem sem ela?
Bom fim de semana!!!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Quando Você Quer Alguma Coisa, Todo o Universo Conspira Para que Você Realize o Seu Desejo..."

Opa..., com esta frase do livro O Alquimista, do mago Paulo Coelho, inicio a postagem deste fim de semana. Acho que a grande maioria de vocês já leu o livro em questão, mesmo assim, minha dica de leitura para este fim de semana fica com O Alquimista por representar exatamente esta fase da minha vida.

O livro conta a saga de um jovem que precisou percorrer o mundo para encontrar algo que estava exatamente em baixo do seu nariz. Quando o li - provavelmente por ser muito jovem e não ter entendido a mensagem do livro - achei uma porcaria... Mas hoje, analisando todo o contexto, vi o quão bacana foi toda aquela tragetória.

Paulo sabe fazer de um limão, uma limonada. Apesar de simples, todas as suas estórias são tão gostosas, que parece o enrredo mais inédito do mundo.

Na verdade, não é meu livro favorito do autor, mas hoje - repetindo - tem muito haver comigo, pois saí de Valadares com a ideia fixa de ser Professor Universitário, andei bastante e finalmente fui chamado aqui, para exercer o que sempre quis.

Bom fim de semana a todos!

Te Liga: dedico esta postagem a todos os meus amigos e familiares que torceram, rezaram e fizeram campanha pra mim. Valeu mesmo!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Doidas e Santas - Martha Medeiros

Opaa... juntando o fim do ótimo Divã nesta última terça, com a dica de leitura de hoje, indico Doidas e Santas, da gaúcha Martha Medeiros.

Confesso que crônicas não é bem minha praia, mas o livro é tão delicioso que em poucos minutos já havia me envolvido com o livro e não consegui mais parar de ler. A obra fala um pouco de tudo: velório, assaltos, festas... Tudo pela vivência e ótica de Martha Madeiros, que soube transpor de forma expetacular para as páginas de Doidas e Santas.

Abaixo segue um trecho da crônica que nome ao livro:

“Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar ‘the big one’, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais… Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Ultima Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.”


#FicaDica  Boa Leitura!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Uma Delícia de Leitura

É Muita Cuca no Lance

Bem... pra quem anda fazendo planos para o que fazer em 2011, não deixem de ler Melancia, de Marian Keyes .

O livro é literalmente uma delícia e fácil de ser devorado. Na verdade, o primeiro contato é meio estranho por causa do título, mas num piscar de olhos já ficamos completamente envolvidos com o talento de Marian.

Melancia conta uma bem humorada comédia romântica - tomara que vire filme, tomara que vire filme! - sobre a vida de Claire, que no dia do parto de sua primeira filha, recebe a notícia que o marido a deixou para ir viver com a vizinha gorda Denise. Á partir daí, vamos nos envolvendo com as personagens da melhor maneira possível: humor-humano.

O livro é tão engraçado, que por diversas vezes meus pais entraram no quarto pra saber de que eu tanto ria (alto!). Principalmente no início. É impossível ficar sem rir.

O ponto fraco do livro - pra mim pois detesto o gênero - é que do meio pro final, a parte dramática/romântica ganha mais espaço na trama, mas mesmo assim não deixa de ser uma excelente pedida.

Para 2011 já planejo ler outros sucessos da autora, que já um espaço reservado assim como Sheldon tem em minha vida.

Deliciem-se e boa leitura.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Outro Lado de Mim

Eu & Eu Mesmo

Calma, não vou falar sobre a excelente biografia do mestre Sidney Sheldon. Atendendo ao pedido do Jonathan, irei falar sobre algo que pouca gente sabe: meus projetos literários.

Tudo começou quando eu tinha 16 anos (bem recente isso, deve ter uns 3 meses hehehe), que após uma paixonite - diferente do meu caso com a Ivete, pois ela mesmo disse que me ama e que eu sou o rei dela, mas isso não vem ao caso agora - e por sempre ter a capacidade de fazer acontecer situações mirabolantes que, contando ninguém acredita, resolvemos criar um história.

Pois bem, parafraseamos todo o universo que vivíamos e entre as aulas do segundo e terceiro ano ia escrevendo e moldando a história. Misturando o real com o imaginário. Escrevia tudo a mão e depois corria na minha máquina de escrever e ia passando a limpo... corrigindo e dando um outro olhar. A partir daí decidi que iria levar meu projeto pra frente e que teria que misturar mais ainda o imaginário aos meus personagens reais, porém, cada fonte de inspiração seria mantida.

Depois disso, tive que engavetar esta obra e correr atrás de coisas que os adolescentes quando estão prestes a entrar no mundo dos adultos tem que correr: emprego, vestibular, baladas, namoradas... enfim, um leque de obrigações que eu deveria ao certo passar por elas. Mesmo com tudo isso, em momento algum deixei de pensar em cada capítulo do meu livro.

Ao entrar na faculdade o tempo sumiu, mas em compensação comprei meu primeiro computador, o que facilitou e muito a escrita. Sempre nas férias dava um adianto legal. Fiquei hiper-mega-ultra empolgado, quando, depois de 36 páginas finalmente consegui fechar o primeiro capítulo. E olha que demorei cinco anos para isso.

Mas como eu tenho um terreno vasto nessa cabecinha, inventei de criar uma outra história... aliás, a tinha inventado quando fui a BH prestar vestibular, quando eu ainda tinha 17 anos. Desenvolvi a história toda em minha mente e fiz um rascunho da obra completa. O que falta agora é botar a cachola pra funcionar e ir escrevendo, moldando... assim como fiz da outra vez.

Não contente, ao ser convidado por alguns amigos a escrever um roteiro, tomei partido e disse que escreveria a história central e a partir dela iriamos vendo as histórias secundárias. Pois bem, visitei minhas fontes de inspiração: tv, rádio, livros, fofocas e depois de escutar uma música antiiiiiiiga que meu padrinho sempre cantava quando eu era criança comecei a moldá-la. Juntei mais duas canções e pronto. Estava montado a trama central e duas secundárias. Fiz um resumo tão bacana, que minha amiga disse que se tivesse somente a trama central já bastava.

Bem, não concluí nenhum dos três, pois a realidade para quem não nasceu em berço de ouro é bem diferente, e como agora ando de férias por tempo indeterminado, não posso me dar o luxo de ficar horas e horas na frente do PC escrevendo, enquanto as oportunidas passam. 

Quero um dia tornar meus trabalhos públicos, mas sem hora marcada. Gosto de escrever no meu momento, sem stress. Escutando minhas músicas e fluindo. Aliás, tenho como fonte de inspiração o CD da trilha do filme O Rei Leão. Incrível o poder deste CD. Lembro que consegui escrever 6 páginas sem parar, embalado pelas músicas dele.

Uma dica pra quem quer escrever: leia muito. Jornal, revista, livro, embalagens, anúncios... tudo o que puder. Já disse aqui, o quão importante é ter este hábito. Tenho como inspiração o Sheldon. O considero o melhor autor, mas existem muitos outros bons por aí. Além de leitura, se permita viver. Pequenos gestos causam uma inspiração danada... e caso não consiga colocar nada no papel, busque uma parceria. Duas cabeças pensam melhor que uma.

Espero ter ajudado.
Bom fim de semana!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

É Muita Cuca no Lance

Jô é o Cara

Opaa, acabei de ler O Homem que Matou Getúlio Vargas escrito pelo mestre Jô Soares. Se eu contar que comei a ler esta obra em julho e só acabei neste domingo alguém acredita?

Não que o livro seja ruim, longe disso, mas acontece que estava (e estou) estudando pra alguns concursos... e sempre que eu pegava o livro pra ler me batia aquele remorso. Mas deixando essas particularidades de lado, vamos ao livro que é o que realmente interessa.

Jô se mostrou increvelmente inspirado ao montar a estória de Dimitri Borja Korosec , um bósnio filho de um anarquista sérvio com uma brasileira (filha bastarda do pai de Getúlio Vargas). Encorajado pelo pai, Dimitri, ou Dimi, frequenta uma escola de formação terroristas, no intuito de se tornar o assassino de grandes estadistas, sendo treinado para cometer qualquer tipo de assassinato (explosivos, venenos, esgrima, armas de fogo, arma branca, etc). Apesar de todo seu conhecimento, ele é um verdadeiro fracassado, pois tudo que vai fazer acaba dando errado, em parte por sua falta de sorte, e em parte por ser um completo desastrado, o fato de ter seis dedos em cada mão o atrapalha um pouco. Ele conseguiu fazer com que esta personagem passasse por momentos e personalidades históricas de meados do século XIX a meados do século XX - como fez em  o Xangô de Backstreet. Dimi interage com Mata Hari, Al Capone, Franklin Roosevelt, Olga, Luís Carlos Prestes, dentre outros, além ser autor da vinda da gripe espanhola ao Brasil e de tantos outros acontecimentos importantes.

O livro é cheio de tiradas engraçadas. Gostei particularmente da perda da virgindade do nosso herói (?) e de quando ao tentar fugir da prisão ele tem que inserir um tubo de 15cm no reto. Simplesmente impagável.

Tomara que consigam fazer um excelente filme, ou até mesmo uma minisérie em 4 capítulos dessa excelente obra.
 Créditos: Shvoong

Boa leitura.

sábado, 14 de agosto de 2010

É Muita Cuca no Lance

Verdade ou Mentira?

Opa, neste fim de semana, a dica de leitura fica para o maravilho Hilda Furacão de Roberto Drummond. O livro conta a história de Hilda, uma jovem bela e rica, que sem razão aparente, abandona uma vida de luxo e glamour e se instala no quarto 304 do Maravilhoso Hotel, no coração do meretrício de Belo Horizonte, para total escândalo da carola sociedade mineira dos anos 50.

O livro agrada tanto aqueles que buscam entreterimento - com o romance entre a prostituta e o Frei Malthus Castilho - quanto aqueles que se interessam por fatos históricos, pois tem como pano de fundo a história política da época.

Além do romance e do fator hitórico, o livro nos faz questionar a existencia da bela cortezã. Afinal Hilda existiu ou não? Por que ela entrou para esse mundo sendo que tinha tudo em mãos? Por que resolveu sair sendo que ganhava muito dinheiro?

São mistérios que só serão solucionados após lerem até o ponto final - ou não!

Boa leitura e bom fim de semana!